quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Muito Além da discussão da Ritalina e do TDAH !

Muito Além da discussão da Ritalina e do TDAH !
 
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas com TDAH, e a suspeita dos pais de que os filhos tenham o transtorno é o principal motivo que os leva aos médicos. Em 2010 foram vendidas 2,1 milhões de caixas de metilfenidato. Em 2013, foram 2,6 milhões.

Isto em 2013 estamos em 2016!


Chamo a atenção não para a Medicação, mas pelo uso abusivo e pior o uso "equivocado" , pois os danos cognitivos podem ser devastadores é preciso muito cuidado.


Pais de filhos com diagnóstico de Hiperatividade ou com déficit de atenção , têm um desgaste pessoal e emocional absurdo , a atenção ao filho consome todas suas energias , e pior a sociedade ( direi a verdade) , não aceita este tipo de transtorno , as pessoas não querem entender,pensam que as crianças são agressivas ou pior mal educadas, a grande maioria dos pais que possuem filhos com TDAH são extremamente carinhosos e atenciosos.


E A RITALINA:


-Então se não medicar o filho "explode", e se medicar o que explode ?

E OS MÉDICOS:

A maioria de Médicos ,sempre receitam a Ritalina para ser usada mas com extremo cuidado, para que a criança e/ou adolescente consiga frequentar a escola, e viver de forma harmônica com a família e sociedade, existem casos extremos que a Medicação é vital evitando que a criança se machuque gravemente fato muito comum.
Digo mais, a grande maioria da Classe Médica, sempre aconselha para que o uso desta medicação não seja continuada.

Tenho muitos amigos Médicos e sei , da sua grande preocupação, no avaliar e prescrever medicação para as crianças Jovens e adolescentes
Esta ou outra medicação com semelhante propósito, é utilizada quando existe um modelo de diagnóstico com indicação de desequilíbrio Neurológico, se não fosse desta forma teríamos outro tipo de tratamento mais eficaz, creio inclusive que em breve teremos outras medicações mais eficazes , bem a Terapia Psicanalítica colabora com papel coadjuvante junto os jovens e adolescentes e junto aos pais é uma poderosa ferramenta.


SOBRE O QUE AS CRIANÇAS SENTEM:

*Certamente por vezes a criança não sente o sofrimento que esta profusão gera em seu corpo e mente, porém muitas inclusive relatam dor no corpo, cabeça, nos órgãos sem falar nos danos e traumas diários quanto ao relacionamento com outras crianças, que convivem em seu meio, ela normalmente é rejeitada.

Como Psicanalista asseguro que estas são as piores dores que levamos em nossa alma, para vida toda.


TODOS TDAH SÃO IGUAIS?

São Diversos Tipos e Níveis de TDAH , mas o certo que possuem origem Genética e sua manifestação é Neurológica e certamente endossado com fatores adquiridos ( ambientais).

Vão do mais leve onde é possível a convivência social aos mais Graves que incapacitam o indivíduo a conviver e ser produtivo.

Conheço vários indivíduos que hoje são adultos e ocupam posições em nossa sociedade, me provam que é possível conviver com este transtorno.


CONCLUSÕES:

Numa palestra que fiz em uma APAE em Minas Gerais, dialoguei com diversos pais e mães , notório é que devemos tratar os pais," OS PAIS PRECISAM DE TRATAMENTO E ACOMPANHAMENTO" , os erros cometidos seja na medicação ou no trato diário , são fruto de um total despreparo para a realidade que está a sua frente e o medo do futuro que há de vir.

Certo é que a Ritalina está sendo usada indiscriminadamente, isso é lamentável, deve ser investigada as origens desta "epidemia" , mas para mim o mais preocupante é termos nossa atenção nos pais, que na maioria das vezes erram querendo amenizar o sintoma de sua própria dor.

Quem pode lhes culpar?

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Transtornos de Personalidade.

O transtorno de Personalidade!

O TP é uma alteração grave da personalidade não ligada à outra doença física ou mental, acidente ou alteração cerebral. Não é doença em si, mas anomalia no desenvolvimento mental na qual há falta de harmonia da capacidade de sentir os afetos, déficit nos impulsos e condutas. Sendo o portador geralmente visto como pessoa problemática e de difícil relacionamento interpessoal, que não consegue produzir na vida, tem dificuldade em ter emprego estável, tem comportamento turbulento, atitudes desajeitadas, com alterações na maneira como vê o mundo, como expressa os sentimentos, tendo um estilo de vida mal adaptado, inflexível que prejudica a si e aos outros.

O TP surge no começo da vida adulta e em geral se torna crônico se não tratado. Atinge de 10% à 15% da população geral. As causas envolvem possivelmente complicações obstétricas, epilepsia, infecção cerebral, mas não se encontrou ainda genes específicos responsáveis pelo TP, mas sim pela predisposição. Parece haver mais altos níveis de testosterona. Também o ambiente aonde a criança se desenvolve e se relaciona pode apresentar características doentias que favorecem esta alteração de comportamento. Uma criança vivendo num ambiente com maus-tratos terá seu cérebro moldado por estas experiências traumáticas com a formação de circuitos cerebrais alterados.


Abaixo 10 casos mais comuns: 

 

1. Obsessivo-compulsivo

Também conhecido como TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), esse é um dos transtornos de personalidade mais comuns hoje em dia e se caracteriza pelo excesso de cuidados com as regras, a organização e os horários. Conhece alguém assim?
Pessoas obsessivas-compulsivas são notoriamente teimosas e perfeccionistas, preferem o trabalho ao lazer, na maioria dos casos; são inflexíveis e escrupulosas em excesso quanto à moral e à ética. Além disso, tendem a ser acumuladoras, não conseguem delegar responsabilidades ou tarefas, por mais simples que sejam; e, não raro, são muito pão-duras.

2. Evitativo

O nome é estranho, mas, como você vai ver, esse é um dos transtornos de personalidade bem frequentes hoje em dia. Aliás, muitas vezes, o transtorno evitativo nem parece algo preocupante.
Isso porque pessoas evitativas resistem, ao máximo, contato interpessoal, mesmo na vida profissional; não costumam se envolver com os outros sem ter certeza de que será bem recebido; e são reservadas mesmo em relacionamentos íntimos, com medo do ridículo ou por pura vergonha mesmo.
Pessoas que sofrem com esse transtorno costumam também ser muito preocupadas com críticas e rejeições, não fazem novas amizades facilmente, até porque acreditam ser inferiores aos demais. Além disso, dificilmente, assumem riscos ou estão abertas a novas experiências, por mais simples que pareçam.

3. Dependente

Falando assim, nem parece ser um dos transtornos de personalidade de nossa lista, mas uma característica inocente, não é mesmo? Mas pessoas dependentes demais são, na verdade, doentes.
Aliás, quem tem esse transtorno costuma não ficar sozinho muito tempo, emendando um relacionamento no outro. Tem dificuldades para tomar decisões sozinho, terceiriza as responsabilidades sobre a própria vida e, raramente, manifesta sua verdadeira opinião, especialmente se for de desacordo, com medo de perder apoio dos que estão em volta.
Pessoas dependentes, além disso, dificilmente apresentam iniciativa própria, fazem coisas extremas para ganhar carinho, atenção ou amparo; não conseguem ficar sozinhas, mesmo em casa, por muito tempo e apresentam medo irreal de serem abandonadas.

4. Histriônico

Pessoas com transtorno histriônico não sabem lidar com a falta de atenção e precisam, sempre, ser o centro de todos os olhares. Para isso, elas costumam apresentar um comportamento sedutor exagerado, usam a aparência física para conseguir atenção e tendem a dramatizar as emoções.
Além disso, os histriônicos acreditam que as relações pessoais são mais íntimas que a verdade. Costumam ainda fazer discursos carentes e apresentar mudanças emocionais repentinas.

5. Narcisismo

Embora seja um conceito conhecido, poucas pessoas sabem que o narcisismo se trata de um problema e está entre os transtornos de personalidade mais comuns atualmente. Isso porque, pessoas que apresentam esse transtorno costumam ter fantasias de sucesso ilimitado na vida, acreditam ser únicas e especiais e precisam de atenção excessiva.
Os narcisistas também acreditam piamente que possuem direitos exclusivos, são arrogantes, insolentes, invejosos e, mesmo sem motivo, costumam se sentir alvos de inveja alheia. Sem contar que costumam ser exploradores em suas relações.

6. Borderline

 

Esse é um dos transtornos de personalidade mais estranhos da lista. Isso porque quem tem o problema costuma ter mudanças rápidas de humor, tem medo de ser abandonado e quer evitar, a qualquer custo, o abandono. Por isso mesmo, seus relacionamentos costumam ser instáveis e intensos demais. Essas pessoas também têm comportamento suicida recorrente e voltado a automutilação.
Além disso, pessoas com borderline costumam ter pensamentos paranoides em períodos de estresse e são compulsivas por alguma coisa, como compras, álcool ou drogas.

7. Antissocial

Pessoas antissociais, dependendo do nível, também podem ter problemas sérios relacionados a personalidade. Isso porque podem se mostrar falsas, incapazes de se adequarem às regras sociais, podem ficar agressivas ou irritadas quando expostas demais; sem contar que, na maioria das vezes, não conseguem planejar o futuro.
Os antissociais também podem ser irresponsáveis e podem não apresentar ou não demonstrar remorso pelo mau comportamento. Além disso, podem ser manipuladores e sedutores, na grande maioria das vezes.

8. Paranoide

Os sintomas de quem apresentam o transtorno paranoide costumam ser bem característicos, como o excesso de desconfiança sem qualquer motivo, relacionado a qualquer pessoa ou assunto. Sem contar com a preocupação injustificada com a lealdade dos amigos e a incapacidade de confiar, o mínimo possível, nas pessoas.
Além disso, os paranoides costumam guardar rancor muito facilmente, acreditam que sua reputação está sendo sempre atacada e, claro, têm dúvidas constantes sobre a fidelidade dos parceiros ao longo da vida.

9. Esquizotípico

Pessoas que sofrem com esse transtorno costumam ser extravagantes na aparência e no comportamento, sentem o tempo inteiro que são perceptivas além do normal e acham que conseguem prever as coisas. Costumam também ser muito ansiosas, sustentam crenças estranhas e superstições exageradas. Além disso, sofrem com desconfiança paranoide, não têm amigos íntimos e, por isso mesmo, costumam demonstrar afetos inadequados.

10. Esquizoide

 As pessoas que sofrem com o problema preferem atividades solitárias, não desfrutam de relações íntimas, têm pouco ou nenhum interesse por experiências sexuais, quase não sentem prazer, de forma geral; não têm amigos próximos, são frios emocionalmente são indiferentes a elogios ou críticas.
# Todas estes transtornos de Personalidade aqui descritos podem sofrer pequenas alterações, o texto mostra as características mais marcantes.
Conheça meu canal no You Tube:   Andre Belotti Psicanalista.

Transtornos de Personalidade.

O transtorno de Personalidade!

O TP é uma alteração grave da personalidade não ligada à outra doença física ou mental, acidente ou alteração cerebral. Não é doença em si, mas anomalia no desenvolvimento mental na qual há falta de harmonia da capacidade de sentir os afetos, déficit nos impulsos e condutas. Sendo o portador geralmente visto como pessoa problemática e de difícil relacionamento interpessoal, que não consegue produzir na vida, tem dificuldade em ter emprego estável, tem comportamento turbulento, atitudes desajeitadas, com alterações na maneira como vê o mundo, como expressa os sentimentos, tendo um estilo de vida mal adaptado, inflexível que prejudica a si e aos outros.

O TP surge no começo da vida adulta e em geral se torna crônico se não tratado. Atinge de 10% à 15% da população geral. As causas envolvem possivelmente complicações obstétricas, epilepsia, infecção cerebral, mas não se encontrou ainda genes específicos responsáveis pelo TP, mas sim pela predisposição. Parece haver mais altos níveis de testosterona. Também o ambiente aonde a criança se desenvolve e se relaciona pode apresentar características doentias que favorecem esta alteração de comportamento. Uma criança vivendo num ambiente com maus-tratos terá seu cérebro moldado por estas experiências traumáticas com a formação de circuitos cerebrais alterados.

Abaixo 10 casos mais comuns: 

 

1. Obsessivo-compulsivo

Também conhecido como TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), esse é um dos transtornos de personalidade mais comuns hoje em dia e se caracteriza pelo excesso de cuidados com as regras, a organização e os horários. Conhece alguém assim?
Pessoas obsessivas-compulsivas são notoriamente teimosas e perfeccionistas, preferem o trabalho ao lazer, na maioria dos casos; são inflexíveis e escrupulosas em excesso quanto à moral e à ética. Além disso, tendem a ser acumuladoras, não conseguem delegar responsabilidades ou tarefas, por mais simples que sejam; e, não raro, são muito pão-duras.

2. Evitativo

O nome é estranho, mas, como você vai ver, esse é um dos transtornos de personalidade bem frequentes hoje em dia. Aliás, muitas vezes, o transtorno evitativo nem parece algo preocupante.
Isso porque pessoas evitativas resistem, ao máximo, contato interpessoal, mesmo na vida profissional; não costumam se envolver com os outros sem ter certeza de que será bem recebido; e são reservadas mesmo em relacionamentos íntimos, com medo do ridículo ou por pura vergonha mesmo.
Pessoas que sofrem com esse transtorno costumam também ser muito preocupadas com críticas e rejeições, não fazem novas amizades facilmente, até porque acreditam ser inferiores aos demais. Além disso, dificilmente, assumem riscos ou estão abertas a novas experiências, por mais simples que pareçam.

3. Dependente

Falando assim, nem parece ser um dos transtornos de personalidade de nossa lista, mas uma característica inocente, não é mesmo? Mas pessoas dependentes demais são, na verdade, doentes.
Aliás, quem tem esse transtorno costuma não ficar sozinho muito tempo, emendando um relacionamento no outro. Tem dificuldades para tomar decisões sozinho, terceiriza as responsabilidades sobre a própria vida e, raramente, manifesta sua verdadeira opinião, especialmente se for de desacordo, com medo de perder apoio dos que estão em volta.
Pessoas dependentes, além disso, dificilmente apresentam iniciativa própria, fazem coisas extremas para ganhar carinho, atenção ou amparo; não conseguem ficar sozinhas, mesmo em casa, por muito tempo e apresentam medo irreal de serem abandonadas.

4. Histriônico

Pessoas com transtorno histriônico não sabem lidar com a falta de atenção e precisam, sempre, ser o centro de todos os olhares. Para isso, elas costumam apresentar um comportamento sedutor exagerado, usam a aparência física para conseguir atenção e tendem a dramatizar as emoções.
Além disso, os histriônicos acreditam que as relações pessoais são mais íntimas que a verdade. Costumam ainda fazer discursos carentes e apresentar mudanças emocionais repentinas.

5. Narcisismo

Embora seja um conceito conhecido, poucas pessoas sabem que o narcisismo se trata de um problema e está entre os transtornos de personalidade mais comuns atualmente. Isso porque, pessoas que apresentam esse transtorno costumam ter fantasias de sucesso ilimitado na vida, acreditam ser únicas e especiais e precisam de atenção excessiva.
Os narcisistas também acreditam piamente que possuem direitos exclusivos, são arrogantes, insolentes, invejosos e, mesmo sem motivo, costumam se sentir alvos de inveja alheia. Sem contar que costumam ser exploradores em suas relações.

6. Borderline

 

Esse é um dos transtornos de personalidade mais estranhos da lista. Isso porque quem tem o problema costuma ter mudanças rápidas de humor, tem medo de ser abandonado e quer evitar, a qualquer custo, o abandono. Por isso mesmo, seus relacionamentos costumam ser instáveis e intensos demais. Essas pessoas também têm comportamento suicida recorrente e voltado a automutilação.
Além disso, pessoas com borderline costumam ter pensamentos paranoides em períodos de estresse e são compulsivas por alguma coisa, como compras, álcool ou drogas.

7. Antissocial

Pessoas antissociais, dependendo do nível, também podem ter problemas sérios relacionados a personalidade. Isso porque podem se mostrar falsas, incapazes de se adequarem às regras sociais, podem ficar agressivas ou irritadas quando expostas demais; sem contar que, na maioria das vezes, não conseguem planejar o futuro.
Os antissociais também podem ser irresponsáveis e podem não apresentar ou não demonstrar remorso pelo mau comportamento. Além disso, podem ser manipuladores e sedutores, na grande maioria das vezes.

8. Paranoide

Os sintomas de quem apresentam o transtorno paranoide costumam ser bem característicos, como o excesso de desconfiança sem qualquer motivo, relacionado a qualquer pessoa ou assunto. Sem contar com a preocupação injustificada com a lealdade dos amigos e a incapacidade de confiar, o mínimo possível, nas pessoas.
Além disso, os paranoides costumam guardar rancor muito facilmente, acreditam que sua reputação está sendo sempre atacada e, claro, têm dúvidas constantes sobre a fidelidade dos parceiros ao longo da vida.

9. Esquizotípico

Pessoas que sofrem com esse transtorno costumam ser extravagantes na aparência e no comportamento, sentem o tempo inteiro que são perceptivas além do normal e acham que conseguem prever as coisas. Costumam também ser muito ansiosas, sustentam crenças estranhas e superstições exageradas. Além disso, sofrem com desconfiança paranoide, não têm amigos íntimos e, por isso mesmo, costumam demonstrar afetos inadequados.

10. Esquizoide

 As pessoas que sofrem com o problema preferem atividades solitárias, não desfrutam de relações íntimas, têm pouco ou nenhum interesse por experiências sexuais, quase não sentem prazer, de forma geral; não têm amigos próximos, são frios emocionalmente são indiferentes a elogios ou críticas.
# Todas estes transtornos de Personalidade aqui descritos podem sofrer pequenas alterações, o texto mostra as características mais marcantes.
Conheça meu canal no You Tube:   Andre Belotti Psicanalista.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Crônica de Um Psicanalista no Sanatório.


Isto mesmo , num Sanatório.

 Nos últimos meses  e de maneira voluntária , estou fazendo estágio em um sanatório, aliás um local onde funciona o Sanatório e também um asilo, fui a convite de um Médico Psiquiatra Mineiro o Dr Joaquim.


 Depois de cair as cascas de minhas doutrinas e preconceitos, consegui perceber o quanto rico o ambiente é para um Psicanalista, acho até que deveria ter-se em grande conta que todo profissional da saúde mental  fizesse seu estágio em um sanatório.
  Na grande maioria os internados, dão abertura para incursões Psicanalíticas, suas Psicopatologias são evidentes e muitos têm conhecimento, salvo os que possuem esquizofrenia catatônica, um ambiente rico para análise , a transferência por vezes acontece de maneiro muito dinâmica e rápida, e entendo Lacan quando buscava sempre estar em contato com seus pacientes em clínicas Psiquiátricas ou melhor dizendo numa linguagem simples nos Hospícios.

 O Ego na grande maioria dos internados , é imperceptível, a relação com a temporalidade inexiste, com raras exceções , além das condições de doença mental a relação social os elos entre pacientes têm em comum diversas similaridades , ao contrário de que muitos pensam o ambiente não oferece risco , são raros   os caso de violência em contrapartida a situação de cuidado é uma constante, enfermeiras e pacientes estão com olhos sempre atentos.

 Me convenço que os formandos , deveriam estagiar em ambientes assim, primeiro para entender as Psicopatologias, suas progressões e desdobramentos, sairem do sincretismo da leitura acadêmica , ou mesmo da superficialidade de estágios , segundo para sentir o Humano que está por traz da Doença Mental, enfim quebrar os paradigmas acadêmicos.

Sinceramente não é possível entender uma depressão pelo método causal , ou pelo dicionário de seu autor predileto, não existe possibilidade exatamente sob risco do Clínico cometer erro, correto é perceber "in loco"  as vias que podem levar o fim de uma depressão progressiva.
 Entender o que lacan , Jung, Freud relatam, quando observado em um sanatório,: o delírio, o desdobramento de uma Psicose de perseguição, a ação de "vozes" , relato aqui que internados escutam e conversam com vozes constantemente, ainda a desfragmentação do Ego, a loucura em seu estamos mais puro e profundo.

Em minha visitas faço  percepções analíticas, sempre feitas de uma forma respeitosa, pois ao Psicanalista não é permitido avançar além de seu campo de entendimento e papel , resguardado os limites do ambiente.
 É possível também em alguns casos , buscar recurso nos sonhos, um ambiente delicado, mas existente.

 Nas minhas observações, evidenciei que  a Esquizofrenia é um campo mais seleto da Medicina refiro-me a Psiquiatria, até mesmo pelo quadro clínico do paciente e a necessidade de medicação, não obstante o Psicanalista possa vir a ser um  agente no processo de tratamento, porém em determinados estágios onde ainda existam elementos significantes.

Para mim a experiência foi e têm sido enriquecedora, logicamente em minha formação fiz estágio de mais de 80h , mas  achava me faltava algo, este era meu sentimento mesmo diante  de toda a literatura que dispomos hoje , nada se compara a uma vivência prática , eu agradeço a Deus pela oportunidade que estou tendo, os Internos do sanatório me surpreendem a cada dia com sua bondade e paciência, para mim esta esperiências e contato com  suas vidas vão salvar outras vidas, estas experiências compartilhadas certamente me servem de referência e entendimento.



   Durante este tempo  , evidenciei que de forma sistemática, que vários pacientes emitiram "sinais" e houveram  "gatilhos", antes de se instaurar suas Psicopatologias, desta forma entendo e me convenço  hoje mais do que nunca com a celeridade que deva ser imposta na busca de tratamento precoce( não em tenra idade mas precocemente). Tive o cuidado de ler todos os prontuários antes da sessões e foi evidente a progressão dos sintomas desde o momento do "gatilho", isto como referência, e é por si uma dado irrefutável e alarmante.

 Interessante que alguns internos poderiam talvez não estar no sanatório se houvesse sido feito um tratamento na hora certa.

Quero dizer que se talvez a 15 anos atrás o Paciente X tivesse feito um tratamento adequado, pudesse hoje inclusive estar sendo produtivo na sociedade, ou mesmo convivendo de forma harmônica com a sociedade,ao leitor é preciso esclarecer que alguns pacientes do Sanatório, não poderiam fugir do inevitável, a genética é implacável trazendo de forma irreversível  a Esquizofrenia , a leitura do GENE é clara e até o momento a nossa ciência ainda , não têm a cura.

 Nos últimos anos os sanatórios, têm se esforçado para tornar-se locais dignos, este o qual estou atendendo como voluntário, é um local, limpo e que respeita o ser humano, com a melhor assistência possível, é relato de vários internos que preferem estar ali do que em suas casas ( com familiares) com medo de serem trancados e até mesmo apanhar, são relatos de dor e sofrimento, abandono...

Mas esta é nossa humanidade!

 A você que está se formando, faça um estágio em um sanatório , ai sim vai poder atender seus pacientes de forma ampla , vai entender o que um tratamento pode evitar.

A você que está passando por algum momento de distúrbio ou convive com alguém que passa por uma "crise" , por favor aconselhe ou leve para um tratamento o quanto antes.




andre.o.belotti@gmail.com





quinta-feira, 28 de julho de 2016

Por que nossas crianças e adolecentes estão ficando doentes?








 Sou Psicanalista e Psicopedagogo , são mais de  35 anos de carreira  na área da Educação:Diretor de Escolas, Diretor de Faculdades, Coordenador Pedagógico .
 Enfim  diariamente convivi com os dramas entre as famílias e a escola , alguns casos tinha-se "laudo" :  défict de atenção, autismo, Asperger , e apesar da dificuldade em administrar pedagogicamente estes atendimentos,tínhamos um norte quanto ao trabalho.

Porém eu percebia nas escolas vários casos, tais como:

- Depressão.
-Desajuste social.
-Violência Latente.
-Sexualidade exacerbada.
-Vício Digital.
-Transtorno de ansiedade
-Fobias
-Síndrome de Pânico

* Isto nem sempre era diagnosticado, mas observado,lembro de conversar como minhas coordenadoras e psicopedagogas , orientando para uma " conversa com os responsáveis" .

 Vejam isto com crianças e adolescentes, particularmente  já percebi crianças com 7 anos com crise de ansiedade, bem como crianças com 9 anos tendo convulsões após uma " sessão" de  jogos digitais , famílias em crise divórcio dos pais atingindo diretamente o comportamento dos filhos e cada vez mais adolescentes tendo episódios de depressão.


 Apesar de todos esforços de Pedagogos e Terapeutas de toda a ordem , mais e mais os filhos estão ausentes da família , mesmo morando sob o mesmo lar existe uma desestrutura familiar a título do "mundo novo" , não me cabe sentenciar ou criticar é um fenômeno uma realidade e teremos que saber lidar com isto, todos nós.

 Os patriarcas da Psicanálise  Freud,Jung, Klein e lacan Certamente nos aparelharam para este enfrentamento deste novo , nas clínicas temos conseguido caminhar com uma sensível desenvoltura junto a nossas crianças e adolescentes ,porém a velocidade e quantidade é muita grande , os Médicos normalmente clínicos Gerais por sua vez medicam dentro do arsenal que lhes é possível, mas sabem que é necessário a parceria com o Terapeuta,para uma evolução consistente de um indivíduo em busca da autonomia de seus pacientes.
Nas escolas , afirmo que sem a ajuda dos pais a "parceria" pouco pode ser feito, a participação dos pais não pode ser um "placebo" , é preciso um trabalho diário e árduo de tolerância e compreensão entre ambas as partes.

 Quando falo pais , digo familiares , responsáveis sejam eles quais são, a de se concordar que o modelo estrutural de papéis na família mudou consideravelmente!
  Mitas vezes observei que os avós que funcionavam muito melhor que os pais quando se falava em orientação e disciplina , amor e dedicação.


Dito isto, quero deixar aqui como legado neste texto , minha percepção que , esta Geração que nasceu na era Digital , está sofrendo uma aceleração de fases , uma maturação acelerada no que tange a absorção do conhecimento e informação,  a sexualidade é adiantada ( vejam o quanto as crianças sabem sobre sexualidade) , existe a individualização do processo do Brincar desta forma se perde e muito os processos da sociabilização , perda dos parâmetros sociais educação, respeito, moral assim os jovens não sabem como se comportar em sociedade .
 E aqui nesta fase em separado digo que a "maioria" dos pais está se afastando afetivamente dos filhos e isto é DEVASTADOR!
 A afetividade é como um pilar e sustentáculo de nossa personalidade , esta perda traz sérias consequências, na vida adulta de uma criança, não é por que seu filho(a) fica mais velha é que você têm que deixar de demonstrar sua afetividade.

 A afetividade cria uma base emocional e certamente sedimentará um adulto equilibrado.


  O fato é a percepção de que cada vez mais , as nossas criança , jovens e as famílias estão ficando doentes, Doenças orgânicas, Transtornos, Neuroses.
  Não se engane são sintomas da sociedade que vivemos, o produto da forma que escolhemos viver.

 Tratamento:

Afetividade, paciência, compaixão, verdade,disciplina e mais afetividade.



 Cito Jesus Cristo: 
                                 "Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós também, .."











quarta-feira, 27 de julho de 2016

Transtorno Bipolar- Assunto sério!


Introdução:




Ao contrário do muitos pensam o transtorno Bipolar , não é uma Brincadeira de estar Triste e depois estar feliz... esta doença traz na conjunção da palavra o escrito: TRANSTORNO!
 A  BIPOLARIDADE  É UMA DOENÇA MUITO SÉRIA E DEVE SER TRATADA COM MUITO CUIDADO.

O que é Transtorno bipolar?

O transtorno bipolar é um problema em que as pessoas alternam entre períodos de muito bom humor e períodos de irritação ou depressão. As chamadas "oscilações de humor" entre a mania e a depressão podem ser muito rápidas e podem ocorrer com muita ou pouca frequência.

Tipos de transtorno bipolar:
  • Transtorno bipolar tipo 1: pacientes apresentam pelo menos um episódio maníaco e períodos de Depressão profunda. Antigamente, o transtorno bipolar do tipo 1 era chamado de depressão maníaca
  • Transtorno bipolar tipo 2: pacientes nunca apresentaram episódios maníacos completos. Em vez disso, elas apresentam períodos de níveis elevados de energia e impulsividade que não são tão intensos como os da mania (chamado de hipomania). Esses episódios se alternam com episódios de depressão
  • Uma forma leve de transtorno bipolar chamada ciclotimia envolve oscilações de humor menos graves. Pessoas com essa forma alternam entre hipomania e depressão leve. As pessoas com transtorno bipolar do tipo II ou ciclotimia podem ser diagnosticadas incorretamente como tendo apenas depressão.

A causa exata do transtorno bipolar ainda é desconhecida, mas a ciência acredita que diversos fatores possam estar envolvidos nas oscilações de humor provocadas pela doença, como:
  • Peculiaridades biológicas: pessoas com transtorno bipolar parecem apresentar diferenças físicas em seus cérebros, o que pode levar os cientistas a descobrirem as causas exatas da doença
  • Neurotransmissores: um desequilíbrio entre os neurotransmissores parece ser um importante fator nas causas do transtorno bipolar
  • Hormônios: desequilíbrio hormonal também está entre as possíveis causas
  • Hereditariedade: pessoas que tenham parentes com histórico de transtorno bipolar são mais suscetíveis à doença, o que leva muitos cientistas a acreditarem que a genética possa estar envolvida nas causas da doença
  • Meio ambiente: fatores exógenos, como estresse, abuso sexual e outras experiências traumáticas (como a morte de algum ente querido), também podem estar relacionadas ao desenvolvimento do transtorno bipolar
  • Fatores de risco
    Alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento de transtorno bipolar. Confira:
    • Histórico familiar da doença
    • Estresse intenso.
    • Uso e abuso de drogas recreativas e/ou álcool
    • Mudanças de vida e experiências traumáticas
    • Ter entre 15 e 25 anos.
    Homens e mulheres possuem as mesmas chances de desenvolver a doença.

    Sintomas de Transtorno bipolar

     

    Os sintomas de transtorno bipolar depende do tipo exato da doença e costumam variar de pessoa para pessoa. Para alguns, os picos de depressão são os que causam os maiores problemas. Para outros, a preocupação é maior durante os picos de mania. Pode acontecer, também, de sintomas de depressão e hipomania acontecerem ao mesmo tempo. Confira os principais sinais do transtorno bipolar:

    Fase maníaca

    • Distrairse facilmente
    • Redução da necessidade de sono
    • Capacidade de discernimento diminuída
    • Pouco controle do temperamento
    • Compulsão alimentar, beber demais e/ou uso excessivo de drogas
    • Manter relações sexuais com muitos parceiros
    • Gastos excessivos
    • Hiperatividade
    • Aumento de energia
    • Pensamentos acelerados que se atropelam
    • Fala em excesso
    • Autoestima muito alta (ilusão sobre si mesmo ou habilidades)
    • Grande envolvimento em atividades
    • Grande agitação ou irritação.
    A fase maníaca do transtorno bipolar pode durar dias e até mesmo meses. Os sintomas acima são mais comuns em pessoas que tem o tipo 1 da doença. No tipo 2, os sinais são similares, mas menos intensos.

    Fase depressiva

    • Desânimo diário ou tristeza
    • Dificuldade de se concentrar, de lembrar ou de tomar decisões
    • Perda de peso e perda de apetite
    • Comer excessivamente e ganho de peso
    • Fadiga ou falta de energia
    • Sentir-se inútil, sem esperança ou culpado
    • Perda de interesse nas atividades que antes eram prazerosas
    • Baixa autoestima
    • Pensamentos sobre morte e suicídio
    • Problemas para dormir ou excesso de sono
    • Afastamento dos amigos ou das atividades que antes eram prazerosas.
    O risco de tentativas de suicídio em pessoas com transtorno bipolar é grande. Os pacientes podem abusar do álcool ou de outras substâncias, piorando os sintomas.
    Em alguns casos, as duas fases se sobrepõem. Os sintomas maníacos e depressivos podem ocorrer juntos ou rapidamente um após o outro. Isso recebe o nome de estado misto.
    As oscilações de humor podem ocorrer também de acordo com a estação do ano. Algumas pessoas, por exemplo, possuem picos de mania ou hipomania durante a primavera e o verão (estações mais quentes), e sintomas de depressão durante as estações mais frias, como o outono e o inverno. Para outras pessoas, acontece o oposto.
    As mudanças de humor podem acontecer com mais frequência em algumas pessoas, com oscilações acontecendo de quatro a cinco vezes por ano e, em alguns casos, até mesmo várias vezes ao dia.
    Episódios de mania e depressão podem resultar também em psicose, doença em que há perda de contato com a realidade.

    Tratamento de Transtorno bipolar

    O tratamento para transtorno bipolar costuma durar por muito tempo, até mesmo anos. Ele costuma ser feito por diversos especialistas de várias áreas – como psicólogos, psiquiatras e neurologistas. A equipe médica, primeiramente, tenta descobrir quais são os possíveis desencadeadores da alteração de humor. Também podem ser investigados os problemas médicos ou emocionais que influenciam no tratamento.
    Confira algumas formas comuns de tratamento do transtorno bipolar:
    • Hospitalização, caso o paciente tenha comportamento perigosos, que ameace a própria vida e a de outras pessoas
    • Uso diário de medicamentos para controle das alterações de humor costuma ser uma prática bastante indicada no início do tratamento
    • Quando os sintomas já estão controlados, o tratamento avança e o foco passa a ser manter as alterações de humor do paciente estáveis
    • Se o caso do paciente for de dependência física ou psíquica de substâncias como álcool, drogas ou cigarro, o tratamento também deverá também reabilitar o paciente desses vícios.
    Mas atenção: os períodos de depressão e mania voltam a ocorrer na maioria dos pacientes, mesmo sob tratamento. Os principais objetivos da terapia para transtorno bipolar são:
    • Evitar a alternância entre as fases
    • Evitar a necessidade de hospitalização
    • Ajudar o paciente a agir da melhor maneira possível entre os episódios
    • Impedir comportamento autodestrutivo e suicídio
    • Reduzir a gravidade e a frequência dos episódios
    A psicoterapia é uma outra parte vital do tratamento de transtorno bipolar. Neste sentido, vários tipos de terapia podem ser úteis. Estes incluem:
    • Terapia cognitiva comportamental
    • Psicopedagogia
    • Terapia familiar.

      Tratando crianças e adolescentes

      Para crianças e adolescentes com transtorno bipolar são prescritos os mesmos tipos de medicamentos utilizados em adultos. No entanto, ainda há pouca pesquisa sobre a segurança e eficácia dos medicamentos para transtorno bipolar em crianças. Os tratamentos são geralmente decididos analisando caso por caso, dependendo dos sintomas, dos efeitos colaterais dos medicamentos e de outros fatores. Assim como acontece com os adultos, a ECT pode ser uma opção para os adolescentes com sintomas de transtorno bipolar 1 graves ou para os quais os medicamentos não demonstram eficácia. A maioria das crianças diagnosticadas com transtorno bipolar necessitam de aconselhamento como parte do tratamento inicial, para evitar a recorrência dos sintomas. Psicoterapia, juntamente com um trabalho dos pais e professores, podem ajudar as crianças a desenvolver e resolver problemas sociais. A psicoterapia também pode ajudar a fortalecer os laços familiares e de comunicação entre os membros da família com a criança ou adolescente. Ela também pode ser necessária para resolver problemas de abuso de substâncias, como drogas e álcool, comum em adolescentes mais velhos com transtorno bipolar.
    Texto complementar base site: www.minha vida.com
    • Sociedade Brasileira de Psiquiatria